Vamos falar sobre consumo consciente

22 Março, 2017

artesão fazendo lenços na india

Há alguns dias, o Brasil está em parafuso devido ao recente escândalo relacionado à carne. Achei o momento ideal para falarmos sobre consumo consciente. Como comida é um tema que afeta simplesmente todo mundo, da noite para o dia as pessoas começaram a pesquisar a origem da carne e dos alimentos que elas comem. Quando estourou a operação “Carne Fraca” da Polícia Federal, minha primeira reação foi “Graças a Deus eu não compro mais carne no mercado há muito tempo”. Mas a maioria das pessoas compra. E desde então, tenho refletido sobre o assunto e sobre minhas próprias experiências, e gostaria de levantar alguns pontos que precisam ser debatidos. A questão não é sobre a carne, a questão é como consumimos e como enxergamos o modo como TODAS as coisas são produzidas.

Não sou vegana nem vegetariana. Cresci comendo carne frequentemente, como a maior parte das pessoas que conheço. Ir para a Índia me forçou a ficar sem carne e descobrir uma nova gama de alimentos incrivelmente deliciosos que não precisam de qualquer tipo de carne em sua composição e, desde então, reduzi MUITO o consumo de qualquer tipo de carne.

Mas não foi só a minha relação com a carne que mudou. Foi com o consumo em geral. Certas experiências e viagens me tornaram mais consciente a respeito do mundo e o modo como as coisas são produzidas. De chineses produzindo moda “made in Italy” clandestinamente na Itália, à empresas certificadas burlando inspeções na Índia, resolvi compartilhar aqui algumas coisas que aprendi sobre produção e consumo consciente nesses últimos 4 anos:

1. Burlando inspeções

Trabalhei em uma empresa que atendia marcas grandes de vários países, como Mango, M Officer, Marisa, Pernambucanas, etc. Essa empresa indiana, assim como a JBS, possuía certificado ISO 9001. O certificado de qualidade não é garantia de perfeição. Não é por ser Índia ou Brasil, é pelo simples fato de as pessoas serem gananciosas. Na empresa indiana em que trabalhei, tinha dias em que eu chegava na minha sala e minha sala tinha virado uma creche, pois era dia de inspeção e creche era requisito obrigatório para a fábrica passar na inspeção. Nos outros dias do ano, a creche não existia, mas de vez em quando ela estava lá para que conseguissem burlar as inspeções de qualidade de diversas empresas. Além disso, apenas 1 das 4 fábricas possuía o certificado, mas em 8 meses trabalhando lá, apenas 1 cliente teve a astúcia de me perguntar isso.

fábrica de roupas na Índia

Trabalhadores costurando roupas na fábrica onde trabalhei

2. Fábricas clandestinas na Itália

Você provavelmente não tem ideia de como as suas coisas são produzidas. A maioria delas. E provavelmente, nunca parou pra pensar sobre isso. Eu, que trabalho com moda, nunca tinha ouvido falar que na Itália há uma massiva quantidade de imigrantes chineses (muitos ilegais) que trabalham em mini fábricas fazendo acessórios para marcas de luxo como Prada, Armani e Gucci. No entanto, no período em que morei na Itália eu visitei e vi tais fábricas com meus próprios olhos. Quando se compra um acessório de luxo de uma marca renomada que utiliza o slogan “made in Italy” para agregar valor aos seus produtos devido à tradição e qualidade dos artesãos italianos, certamente não se imagina que aquele item, na verdade, foi feito por um chinês morando ilegalmente na Itália.

cubículos onde chineses produzem acessórios de luxo na Itália

Galpões nos arredores de Florença, Itália, onde famílias chinesas em cubículos costuram bolsas para marcas de luxo.

 

3. Nem todo mundo pode viver do mesmo jeito e consumir as mesmas coisas

casa Sami no norte da Noruega

Casa Sami, no norte da Noruega

Uma coisa que eu aprendi ao longo desses anos viajando, é que é impossível todas as pessoas viverem da mesma maneira, comerem as mesmas coisas e seguirem os mesmos costumes. Uma vez, viajando no norte da Noruega, dentro do círculo polar Ártico, vi populações nativas chamadas Sami, que se vestiam com pele de rena, foca e outros animais da região, e os mesmos eram igualmente necessários em sua alimentação e subsistência, já que esses povos vivem da pesca, e criação de renas. Além disso, apenas essas populações nativas possuem autorização do governo para criar renas. Nem toda região do globo é apta para plantio e colheita, e algumas populações dependem de caça e proteína animal. Sou a favor da redução do consumo de carne e apoio muito o vegetarianismo, mas por mais que seja muito possível no Brasil e em muitos países, não dá para dizer que todo mundo deveria viver dessa forma. Apenas entendendo e respeitando todos os modos de vida podemos gerar uma mudança sobre como vivemos.

4. Produção de comida não é algo bonito

Dito o ponto acima, para muita gente, é possível SIM reduzir muito o consumo de carne. Você não precisa virar vegetariano ou vegano, e em um país que consome muita carne como o Brasil, existe um certo preconceito com pessoas vegetarianas ou veganas. Porém, é importante salientar que a maior causa de desmatamento no país, incluindo a nossa querida Amazônia, é a pecuária. Há vários benefícios para o corpo e o meio-ambiente em reduzir o consumo de carne, e se todos reduzirmos o consumo, consequentemente reduziremos muito os impactos da pecuária no planeta. Alimentação é pura e simplesmente um hábito, que pode ser mudado se quisermos.

Porém, infelizmente, nem os queridos vegetais estão a salvo. Além dos nocivos agrotóxicos já conhecidos pela gente, enquanto eu morava na Índia, uma vez surgiu um escândalo no noticiário de que legumes e vegetais estavam sendo vendidos com corantes nocivos à saúde. Muitos vendedores ou produtores injetavam substâncias químicas nas frutas e legumes à venda para que tivessem a cor realçada, e parecessem mais apetitosos.

mulheres indianas comprando vegetais em Udaipur

Mercado de vegetais na Índia. Crédito aqui. 

Você já parou pra pensar em como itens como ovos ou leite são feitos? Minha prima possui uma leiteria, e alguns meses atrás fui visitá-la e ver como é o processo de produção do leite. As vacas são inseminadas artificialmente, pois vaca sem filhote não pode dar leite (parece óbvio, mas a gente geralmente não pensa sobre isso). Após o filhote nascer, a vaca é inseminada novamente após pouco tempo. Basicamente, ela passa a vida toda grávida, para que sempre dê leite. Afinal, vaca sem leite = despesa. Vaca com leite = lucro. Imagina a saúde de uma mulher passasse a maior parte da vida grávida. Nas granjas, os pintinhos machos são mortos ao nascerem, pois pintinho macho não tem uso ou valor para a indústria. Alguns anos atrás, ficou famoso um vídeo em uma das maiores granjas dos Estados Unidos, que mostrava pintinhos machos sendo moídos vivos em um triturador de carne. Sabendo de coisas assim, é impossível não pensar no bem estar do animal, e reduzir o consumo desses itens.

 

O ponto que quero levantar é que muitas vezes não pensamos sobre a origem daquilo que comemos, compramos ou vestimos. A questão recente da carne imprópria para o consumo é extremamente infeliz, mas ao mesmo tempo serve para nos alertar sobre o quão pouco sabemos a respeito das coisas que consumimos no dia-a-dia. É um “bom” tipo de situação para gerar mais consciência e questionamentos a respeito do consumo consciente, pois apenas se soubermos como as coisas são produzidas, podemos exigir melhorias nos processos produtivos.

Na Happee, prezamos sempre pela transparência em nossa produção, e buscamos mostrar ao consumidor como e quem produziu essas peças e como vivem esses artesãos, para que juntos possamos melhorar a maneira como a moda é feita no mundo. Em nosso site, você pode ler mais sobre o nosso processo criativo e os artesãos que colaboram conosco. <3 

 

Happee: acessórios feitos à mão na Índia



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Guia de tamanhos

ROUPAS:

Nossas roupas possuem modelagem mais larguinha, para você se sentir livre e confortável em todos os momentos.

Caso deseje tirar a dúvida, pegue uma fita métrica e meça o seu corpo nos pontos mencionados abaixos. 

*Busto: Passe a fita métrica no ponto mais alto do busto, na altura dos mamilos. 

*Cintura: Meça a parte mais fina da sua cintura, geralmente na altura do umbigo.

*Quadril: A parte mais larga do seu quadril.

De acordo com as suas medidas, confira qual o tamanho ideal para você:

VESTIDOS

 

P

M

G

GG

BUSTO

ATÉ 90CM

91 – 96 CM

97 – 102 CM

103 – 108 CM

LARGURA ABAIXO DO BUSTO

ATÉ 74CM

75 – 80 CM

81 – 86 CM

87 – 92 CM

ABERTURA DA MANGA

25 CM

26 CM

27 CM

28 CM

*Nossos vestidos são bem soltinhos na cintura e no quadril, então as únicas medidas relevantes são a do busto e logo abaixo do busto. 

 

MEDIDAS BATA HAPPEE

MODELO: PRETA COM PAVÃO NO OMBRO

 

P

M

G

GG

BUSTO

ATÉ 95CM

96 – 101 CM

102 – 106 CM

107 – 113 CM

CINTURA

ATÉ 95CM

96 – 101 CM

102 – 106 CM

107 – 113 CM

QUADRIL

ATÉ 98 CM

99 – 105 CM

106 – 112CM

113 – 120 CM

COMPRIMENTO COSTAS

57

60

63

66

 

 

MEDIDAS BLUSAS MANGA CURTA

MODELO: PRETA COM BOLSO ESPELHOS OU AZUL MARINHO PAVÃO BORDADO

 

P

M

G

GG

BUSTO

91 – 96 CM

97 – 102 CM

103 – 107 CM

108 – 113 CM

CINTURA

91 – 95 CM

96 – 100 CM

101 – 104 CM

105 – 108 CM

QUADRIL

ATÉ 105 CM

106 – 110 CM

111 – 115 CM

116 – 120 CM

COMPRIMENTO

57

59

62

64

 

 

MEDIDAS BLUSA MANGA ¾:

MODELOS: PRETA COM DETALHE DECOTE e AZUL MARINHO MANGA ESPELHOS

 

P

M

G

GG

BUSTO

ATÉ 89CM

90 – 96 CM

97 – 102 CM

103 – 109CM

CINTURA

ATÉ 82 CM

83 – 88 CM

89 – 96 CM

97 – 103 CM

QUADRIL

ATÉ 96 CM

97 – 104 CM

105 – 111 CM

112 – 120 CM

COMPRIMENTO

64

66

69

71

 

MEDIDAS PANTALONA

 

P

M

G

GG

TAMANHO EQUIVALENTE

36-38

38-40

40-42

44-46

 *Nossas pantalonas são super larguinhas, com elástico na cintura para se moldar a vários tipos de corpo, então as medidas são flexíveis. Porém, para que possa se guiar, baseie-se nos tamanhos que você usa de outros tipos de calça.

 

CALÇADOS:

Nossos calçados já estão adaptados aos tamanhos e pés brasileiros, então basta selecionar o seu tamanho ;) 

 

 

*Caso você ainda tenha dúvidas em relação ao seu tamanho, envie um e-mail para info@iamhappee.com, e responderemos o mais rápido possível. :)