Matéria sobre a Happee no site indiano Chaaipani

Julho 20, 2017

Matéria sobre a Happee no site indiano Chaaipani

Essa é uma tradução da matéria sobre a Happee publicada no site indiano Chaaipani. Você pode encontrar o original aqui.

Happee contribui para acabar com a escravidão moderna na indústria da moda

 
A indústria da moda, que vale 30 bilhões de dólares de acordo com o Departamento de Estado dos EUA, é alimentada por uma falta de transparência na produção não regulamentada e práticas de trabalho ilegais. A escravidão no mundo da moda pode aparecer de várias formas, na hora de colher o algodão para uma camiseta, tecer a fibra para o fio, costurar a peça e modelar o produto final. A diferença entre escravidão e exploração extrema da mão de obra pode ser vaga e a indústria da moda anda nessa linha fina.
Em 2013, um edifício desmoronou em Bangladesh, matando 1.127 pessoas que trabalhavam para empresas que fabricavam roupas para grandes marcas globais.  Mas com fabricantes pequenos e locais não é diferente. Várias empresas do setor terceirizam a maior parte do trabalho e a espinha dorsal de uma coleção de roupas, e é muito difícil rastrear todos os passos da matéria-prima até o produto final, fazendo com que a exploração e as atividades ilegais passem despercebidas.
Desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh

Desabamento do edifiício Rana Plaza, em Bangladesh. Crédito: made.uk.org

Entram em cena os jovens empreendedores Peeyush (de Jaipur, no Rajastão) e Letícia (de Londrina, no Paraná), que estavam procurando por fornecedores de produtos para o próximo negócio em que investiriam.

"Encontramos uma significativa falta de transparência no setor. Empresas que afirmam produzir mercadorias na verdade compram de outra pessoa. Os fabricantes se recusam a permitir que empresas produtoras conheçam os trabalhadores, evitando a inspeção de qualidade. Os artesãos são explorados em toda a indústria têxtil. Então decidimos ir a Índia rural e encontrar artesãos que trabalhassem diretamente para nós", diz Peeyush, co-fundador da Happee,. 

Se aprofundando no assunto eles descobriram que, embora oficialmente existam 7 milhões de artesãos na Índia, não oficialmente esse número chega a 200 milhões (números oficiais contam apenas o mestre artesão do negócio). O artesanato é a espinha dorsal da economia rural depois da agricultura. Hoje em dia 70% da população indiana vive em áreas rurais, mais de 800 milhões de pessoas, e cada estado indiano tem uma forma diferente de artesanato, feito principalmente por artesãos que produzem em suas casas com outros membros da família.
 
A maioria dos artesãos tem pouca formação educacional, o que os expõe à exploração por agiotas, fabricantes e até mesmo clientes que muitas vezes negociam e se recusam a valorizar o trabalho intenso.

"Uma vez que a indústria não paga bem, a próxima geração não quer exercer a mesma profissão. É comum que muitos artesãos acabem se mudando para cidades maiores e se tornando trabalhadores braçais mal pagos. Combinando esses fatores com os avanços de produtos feitos por máquina que tentam copiar itens artesanais como bordados e tie dye, muitos artesanatos estão em risco, sendo cada vez menos valorizados, colocando toda a economia rural em jogo", acrescenta Peeyush.

Buscando em casas nas áreas rurais do Rajastão e de Gujarat, Peeyush e Letícia começaram a fazer contato com os próprios artesãos, tentando entender suas vidas, suas necessidades e estrutura de preços, para garantir que fossem pagos adequadamente pelo trabalho deles. A Happee atualmente trabalha com 10 artesãos de 2 estados, proporcionando salários justos e melhorando os produtos para que eles atinjam padrões internacionais de qualidade. A empresa também está trabalhando para oferecer sessões de treinamento sobre negócios e finanças. Os artesãos e o trabalho deles também são promovidos através de mídias sociais e tags de produtos, valorizando os rostos por trás dos belos artesanatos.
produção artesanal de lenços Happee

Produção artesanal de lenços Happee na Índia

 

"A Happee nasceu do desejo de criar um mundo melhor e mais feliz, levando exclusivos acessórios indianos artesanais globalmente e proporcionando aos artesãos uma vida melhor, criando um ecossistema que torne todos os interessados, funcionários, artesãos e clientes, felizes", diz Letícia.
A Happee tem sede física em Jaipur e atualmente vende on-line em seu próprio site, com mais de 80% da receita proveniente de clientes estrangeiros, especialmente do Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Itália e França.
Falando sobre as operações, Peeyush diz:

"Nós identificamos os artesãos e damos a eles um treinamento inicial. Depois disso fazemos visitas periodicamente para acompanhar o progresso, ao mesmo tempo que orientamos sobre as últimas tendências em design, acabamento, ergonomia e outros aspectos que podem melhorar o trabalho e tornar os produtos deles mais atraentes para os clientes internacionais. Acreditamos em atender aos padrões de qualidade global quando se trata de nosso produto, que seguimos rigorosamente com os artesãos. No momento estamos trabalhando com acessórios de moda, que para nós estão divididos em sapatos (mojaris e chappals de couro), bolsas (carteiras, sacolas, bolsas tiracolo e afins – com bordado e tie dye) e lenços (estampa em block print e tie dye)."

Impacto

A Happee encomendou, até agora, mercadorias no valor total de 650.000 rúpias (32.000 reais), pagando salários mais altos aos artesãos em comparação com outras marcas, o que contribuiu diretamente para a melhoria da renda desses artesãos. Além disso, na tentativa de apoiar a educação de crianças desfavorecidas, Peeyush e Letícia doam 2 dólares americanos por cada produto vendido, e os fundos gerados dessa maneira patrocinaram até agora a educação de 5 crianças por um ano.
Tanto Letícia quanto Peeyush tiveram seus desafios pessoais. Enquanto ela achou difícil lidar com os espaços públicos de dominância masculina na Índia, ele enfrentou pressão familiar para assumir empregos estáveis.
“Tudo vale a pena no final das contas”, diz Peeyush, compartilhando algumas fotos felizes de artesãos associados.
Palmas para a Happee e para iniciativas similares para contribuir com a missão de resolver o problema da exploração do trabalho, capacitando um trabalhador por vez.


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Guia de tamanhos

Caso você tenha alguma dúvida sobre o tamanho que deve comprar, pedimos que siga os passos abaixo para medir o seu pé, e então cheque nas tabelas abaixo o tamanho de calçado que corresponde ao comprimento do seu pé em centímetros. 

1. Em pé, coloque uma folha de papel debaixo do seu pé. Desenhe o contorno do seu pé com um lápis, conforme figura. 

2. Com uma régua ou fita métrica, meça o tamanho do seu pé, do calcanhar à ponta dedo mais comprido.

 

   SAPATILHAS
PAÍS TAMANHO

UK/INDIA

6

6.5

7

7.5

8

8.5

 

EUROPA

38

38/39

39

39/40

40

41

 

BRASIL*

36

36.5

37

37.5

38

39

 

EUA

7

7.5

8

8.5

9

9.5

 

CENTÍMETROS (PÉ) 23.8 24.1 24.6 25.1 25.4 25.9

 

   MOJARIS
PAÍS TAMANHO

UK/INDIA

2

3

4

5

6

6.5

 

EUROPA

35

36

37

38

39

40

 

BRASIL*

33

34

35

36

37

38

 

EUA

4

5

6

7

8

9

 

CENTÍMETROS (PÉ) 21,3 22,2 23 23,8 24,6 25,4

 

*Se você está vendo o site em português, a numeração já está convertida para a numeração brasileira.

*Nossas sapatilhas servem confortavelmente. As mojaris, no entanto, são um tipo de calçado naturalmente mais justo, pois de ajustam ao pé conforme o uso. 

*Esta tabela pode variar um pouco da tabela de outras marcas, uma vez que não há padrão internacional para tamanhos de sapatos. 

*Caso você ainda tenha dúvidas em relação ao seu tamanho, envie um e-mail para info@iamhappee.com, e responderemos o mais rápido possível. :) 

 

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